Contexto saudável para o avanço do conhecimento: o ambiente SACECI (Sem Abuso, Com Ética, Com Integridade)

    A Ciência vive de sua credibilidade, da qual depende sua principal razão de ser: seu potencial para fazer a diferença nas vidas das pessoas (Santos, 2017). Reconhecer essa verdade implica inexoravelmente que a pesquisa – que constrói todo o nosso conhecimento – precisa, necessariamente, ser íntegra: perfeita, exata, reta, imparcial, inatacável, conforme o dicionário Aurélio. A questão, então, é simples de ser resolvida: basta que as pessoas atuem conforme essas diretrizes. Infelizmente, isso nem sempre ocorre. E já era uma preocupação há cerca de 200 anos, na Inglaterra, quando Babbage propos uma primeira classificação de más condutas quanto a dados: ajuste (trimming)transformação ou maquiagem (cooking) e fabricação (forgery/fudging) – essencialmente, ainda válida para os dias atuais. A integridade – cuja falta mata pessoas -, porém, não anda só: pede a companhia da ética – cuja ausência indigna – e quer máxima distância do abuso – que irrita. Com fundamento nas visões européia e inglesa desse tríplice contexto, vamos propor que a pesquisas e sua difusão se paute e ocorra conforme um ambiente SACECI: sem abuso, com ética e com integridade (link para o texto de Santos: http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0009-67252017000300002&lng=pt&tlng=pt).