Preservação digital

    O ambiente digital caracteriza-se pela fragilidade, volatilidade e dinamicidade. Os objetos digitais, sejam eles natos digitais ou digitalizados, são também dinâmicos e vulneráveis devido a sua alta dependência da tecnologia que se tornam obsoleta rapidamente ou é danificada fisicamente. As organizações, onde os repositórios institucionais são concebidos como espaços para alojar e difundir grandes quantidades de objetos digitais, necessitam conhecer profundamente os distintos aspectos da preservação digital e adotar as medidas necessárias para assegurar o acesso a largo prazo dos objetos digitais. Para tanto, devem estabelecer uma estrutura interna capaz de realizar as distintas atividades para preservar digitalmente seus objetos, o que requer implementar sistemas informatizados, adequar a infraestrutura tecnológica e estabelecer processos durante todo o ciclo de vida dos objetos digitais, de forma que permitam analisá-los e transformá-los a medida que seja necessário. A escolha e definição de esquema de metadados para utilização em repositório institucional e as boas práticas repercutem na qualidade da informação registrada, sua recuperação e preservação, facilitando sua descoberta e reuso. Os metadados são usados para definir permissões, direitos de acesso, compartilhamento, reutilização, redistribuição e políticas, bem como os requisitos técnicos para visualização, acesso e preservação de objetos digitalizados ou natos digitais. Esses padrões e esquemas de metadados devem ser considerados no desenvolvimento de repositórios institucionais, para que possam contemplar as questões relativas à preservação digital.